PALOS FLAMENCOS

BULERÍAS 
Origem: Gitano (Jerez) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: 12 Tempos
12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

O ritmo mais típico é aquele baseado na forma de Bulerías. Cada compasso tem 12 batidas, com intervalos não regulares entre os acentos. A velocidade das batidas chega a 300 batidas por minuto, ou seja pode ficar muito rápido. 

O nome Bulerías provavelmente vem de “Burlar” que significa “brincar”. Isso é refletido na dança, na letra e também na música, há várias “piadas musicais” e mudanças inesperadas de ritmo e melodia.

Ambas as palavras “Bulla” (barulho) e “Burla” (zombar) caracterizam a Bulerias, mas ninguém realmente sabe como surgiu o nome desse ritmo. 

É um dos bailes mais difíceis de dominar, pois é essencial ter muita graça e ritmo e agilidade.
Há muitas opiniões em torno da origem das Bulerias a mais considerada é que desenvolveu-se como as Soleares de um estilo simples. No entanto, diferente das Soleares, possui um ritmo rápido e energético (de fato, é o ritmo mais rápido em todo o Flamenco) e exige um grande esforço dos dançarinos, cantores e guitarristas, em termos de improvisação. As Bulerias são selvagens, frenéticas e cheias de vida, mas apesar de tudo, contém o germe da dor que está quase sempre presente no flamenco. 

Cheia de graça, divertimento, as Bulerias são consideradas a última expressão para as habilidades do dançarino e do guitarrista.  



SOLEÁ OU SOLEARES 
Origem: Gitano 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Jondo
Compasso: 12 Tempos
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


A palavra “Soleá” é uma abreviatura cigana de “Soledad” (solidão), e soleares, uma pluralização imprópria. 
É considerado que a Soleá é a matriarca do flamenco, tanto que alguns acreditam que ela é considerada a origem do flamenco. Chamada mãe do flamenco. 
Existem incontáveis teorias sobre a origem, tempo de vida e evolução das Soleares. 
O canto dessa forma é chamado de “Cante Jondo” (canto profundo). 



SOLEÁ POR BULERÍAS 
Origem: Gitano 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Intermédio
Compasso: 12 Tempos
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


Também conhecido só por Soleá. É um meio termo entre Bulerías e Soleares: mais rápido que Soleares e mais lento que Bulerías, menos profundo que Soleares e mais sério que Bulerías. 



ALEGRÍAS
Origem: Gitano (Cádiz) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: 12 Tempos
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


Significa alegria. É o mais conhecido da família das “Cantinas”. É mais lenta que Bulerías, mas mesmo assim muito viva.
Uma dança alegre, no compasso de 12 batidas, originária de Cádiz a partir das mais antigas Soleares e dos mais antigos Jaleos.
Sua origem está nas Jotas de Cádiz - música tradicional folclórica de Aragão, trazida para a região Andaluza por soldados durante a Guerra da Independência no século XIX. As características principais desse estilo são a riqueza do acompanhamento da guitarra flamenca, a complicação da dança, demandada pelo ritmo difícil e a energia contida na música. 
O ritmo e a acentuação das Alegrias são iguais ao Soleá, só que mais rápidas e com harmonia mais brilhante, proporcionando um ar mais alegre que os melancólicos acordes das Soleares. O cante e o toque das Alegrias são vivos e animados, mas o baile se desenvolveu por linhas mais jondas. 



SIGUIRIYAS 
Origem: Gitano 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Jondo
Compasso: 12 Tempos
8 9 10 11 12 1 2 3 4 5 6 7
1 e 2 e 3 e e 4 e e 5 e


O compasso das Siguiriyas também tem 12 batidas, mas são contados somente os acentos. Tem o compasso inverso da Bulerías.
Nas Bulerías você encontra acentos nesses intervalos: 3-3-2-2-2, enquanto nas Siguiriyas nesses intervalos: 2-2-2-3-3.
As Siguiriyas são o elemento flamenco mais profundamente emotivo. Isto quando interpretada com verdadeiro sentimento e emoção, pois a Siguiriya é uma descarga de ódios acumulados, de perseguição, de liberdade e amor abandonados, é ternura em compaixão pela miséria, e sobretudo é um desabafo perante a morte implacável. Se pode ver e ouvir siguiriyas que fazem com que uma pessoa possa se contrair em si mesma, sentindo momentaneamente a desesperança e a crueldade do mundo. 
As Siguiriyas, um dos cantes mais ciganos do flamenco de hoje, são também um dos mais ricamente variados. Há muitos estilos, e a maioria deles data do século passado e se mantém até hoje. Requerem dos cantaores um enorme esforço físico e emocional; é também um dos bailes mais difíceis dentro do flamenco, devido ao caráter de seu compasso, marcado lentamente, e ao estado de espírito que carrega. Para muitos guitarristas, é um toque que possui um grande potencial de carga emotiva. 



MARTINETE 
Origem: Andaluz (Sevilla / Triana) 
Acompanhamento: Cante/Baile 
Cante: Jondo
Compasso: 12 Tempos
8 9 10 11 12 1 2 3 4 5 6 7
1 e 2 e 3 e e 4 e e 5 e


Tem o mesmo compasso das Siguiriyas. Surgiram pela primeira vez nas ferrarias de Triana. Originalmente não tinham compasso determinado. Dizem que a palavra “Martinete” deriva de “martillo” que significa martelo ou marreta usados pelos ferreiros. Quando surgiu, não era dançado, mas atualmente é freqüentemente dançado.



GUAJIRAS 
Origem: Ida y Vuelta (Cuba) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: 12 Tempos
12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11


A Guajira é uma versão flamenca de um ritmo cubano de mesmo nome, fazendo parte dos cantes conhecidos como “cantes de ida y vuelta”, sendo entre esses, um dos de maior difusão. 
Dizem que foram trazidas para a Espanha no século XVI, por soldados espanhóis que voltavam da conquista. 
Uma boa parte dos seus versos trata de Cuba e dos cubanos, geralmente de uma forma superficial. 
As Guajiras se originaram a partir de um gênero cubano denominado “punto”, ou “Punto de La Habana”, como era chamada na Espanha. O “aflamencamento” desses elementos cubanos acabaram por cristalizar, a meados do século XIX, num tipo de composição musical que se passou a chamar de Guajira. O primeiro registro de uma possível versão flamenca que se tem data de 1860 quando se apresenta num teatro de Jerez a canção “Guajira”. O gênero gozou de grande popularidade a partir do fim do século XIX, entrando numa certa decadência a partir da segunda metade do século XX. Ainda assim foi incluída no repertório dos principais guitarristas no século XX com Miguel Borrul e Ramón Montoya e na década de 30 o cantaor Pepe Marchena evoluiu a Guajira até chegar a um cante mais flamenco, não apropriado para baile.
Atualmente são conhecidas mais de 30 tipos de interpretações diferentes de Guajiras. A Guajira flamenca é cantada numa “décima”, “copla” de dez versos de oito sílabas e a temática das suas letras está freqüentemente relacionada a qualquer tema relacionado com Cuba. Com relação ou ritmo, as Guajiras usam combinações de compassos semelhantes a Alegrias ou Cantinhas.



FANDANGOS E SEVILLANAS
Essas formas tem sua origem na Andaluzia desde antes dos Mouros e são as únicas que têm uma forma definida: cantar e dançar.
Cada vila tem sua própria versão do Fandango, enquanto as outras tem um tipo de “cidade natal” de onde se originam. Algumas dessas versões usam instrumentos que não fazem parte do flamenco como tamborins e violinos.
As Sevillanas como o próprio nome diz, vem da região e Sevilla, e é muito popular no Sul da Espanha. Seu baile normalmente é feito por pares, sendo dançado por homens, mulheres e crianças; dividido em 4 partes.
FANDANGOS é uma antiga canção e dança popular andaluz. 



FANDANGOS 
Origem: Andalúz (Huelva) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: Ternário


Como muitos outros palos flamencos, os fandangos têm sua origem desconhecida. Cada região e cada povo andaluz contam em teoria, com seu próprio Fandango. Os fandangos são um dos cantes flamencos mais cantados. Os verdadeiros fandangos se aproximam muito dos cantes jondos, e são dominados por muito poucos. 
A origem da categoria dos fandangos, que inclui os grandes e os fandanguillos (Fandangos de Huelva), acredita-se que está no norte da Espanha, na “jota campera”, um baile de origem árabe - pois os Fandangos originais eram muito vivos, bailáveis ao som de guitarras, castanholas, pandeiros e violinos. Mas aos poucos foram se tornando mais flamencos, sem submeter-se a uma medida rítmica, e um ramo dos Fandangos foi adquirindo um perfil mais sério. Devido às características tão distintas, é preciso separar os Fandangos Grandes dos fandanguillos.



SEVILLANAS 
Origem: Andalúz (Sevilla) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: Ternário


É um ritmo contagioso, típico de Sevilla, extremamente popular em toda Andaluzia, sendo derivado das antigas “Seguidillas Manchegas de Castilla”, aclimatadas à zona de Sevilla. Suas formas bailáveis: “Boleras”, “Corraleras”, “Rocieras”, etc., constituem um dos fenômenos de maior popularização universal de todo o cante andaluz. 
As Sevillanas são muito vivas e tão populares que sofrem constantemente adaptações para novos estilos - que diferem não só pela letra, mas também pela acentuação, linha melódica e harmônica. Ainda que possa ter uma interpretação flamenca, tanto no cante como no acompanhamento musical, a Sevillana não constitui propriamente um ritmo flamenco, sendo principalmente um ritmo folclórico e popular da Andaluzia, que alimenta eventos populares como a famosa “Feria de Abril”. 
Seu baile é feito normalmente por pares, sendo dançado por homens, mulheres e crianças. Dividido em 4 partes, ou seja 4 sevillanas e podem ser apreciadas durante a Feira de Sevilla, onde elas são dançadas durante todo o dia nas ruas, bares, ou em qualquer lugar onde se reúna um grupo de pessoas. 
Em qualquer das suas formas a Sevillana se caracteriza como um ritmo construído sobre compassos ternários, com uma estrutura de compassos bastante rígida para permitir o baile característico. Exige bastante criatividade dos compositores para que os versos se adaptem a esta estrutura rígida e obriga muitas vezes o uso do recurso da repetição de frases para encaixar as coplas na métrica. Sua harmonia pode ser construída sobre tonalidades maiores ou menores, dependendo do tema, sendo possível o uso de estruturas harmônicas mais flamencas.



TANGOS 
Origem: Gitano 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: Quaternário
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Considerados como uma das mais férteis e sugestivas criações cigano-andaluzas. É muito tradicional dentro do Flamenco e tem uma característica de festa, era e continua sendo muito usado em reuniões familiares tipo casamentos, batizados, aniversários, etc... Como musicalmente possui uma levada rítmica muito forte o Tangos desenvolveu muito ao longo do tempo, e passou a ser comum coreografar por Tangos usando a estrutura de bailes nobres ou coreografado a partir de um contexto mais musical sem ficar preso à estrutura de bailes.
Há várias classes de Tangos disseminadas por toda a Andaluzia. Existem por exemplo os Tangos de cantaores Malagueños, os de Jeréz, os de Triana, mas os considerados mais atrativos por muitos aficcionados são os de Cádiz. 
As letras de Tangos geralmente são triviais, algumas vezes até humorísticas, mas também encontramos Tangos com letras mais melancólicas. 
São considerados como uns dos mais antigos e básicos cantes ciganos, e têm sua origem desconhecida, apesar de encontrarmos, mais uma vez, muitas teorias a esse respeito. 
O baile por Tangos é muito sensual e emocionante, sendo mais sutil que a Rumba Gitana. Ou seja, é uma forma mais flamenca que a Rumba, porém tem um swing mais contido e é mais sério que a Rumba. Seu toque é rítmico e estimulante. 
A única semelhança entre o Tango Flamenco e o Tango Argentino é a contagem, ou seja, o compasso quaternário. 



TIENTOS 
Origem: Gitano 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Intermédio
Compasso: Quaternário 
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Os tientos se parecem muito com um Tango Flamenco lento, são considerados uma derivação mais pausada e mediata dos Tangos, desligados da concepção festeira, conectados e enriquecidos com alguns elementos solenes das soleares. 
Seu compasso e estrutura são idênticos aos dos Tangos, mas diferem na maneira de acentuação da guitarra. Estas diferenças dão aos Tientos um certo "aire" de distância e de profundidade, mas atualmente esta diferença quase não percebida entre os Tientos e os Tangos lentos, que vêm se moldando como uma coisa só. Frequentemente são interpretados conjuntamente, iniciando-se pelos Tientos, que são arrematados com uma aceleração do ritmo e um cambio para os Tangos. 
O baile por Tientos, um dos mais majestosos, rítmicos e sensuais do flamenco, tem uma vantagem sobre a maioria dos demais bailes grandes: pode ser tão profundo quanto o seu intérprete desejar, enquanto os movimentos e a sua graça nunca permitirão que seja uma baile "para baixo". 
O nome vem de "tentare" que quer dizer tocar.



TANGUILLO 
Origem: Andalúz (Cadiz) 
Acompanhamento : Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: Quaternário


O Tanguillo é considerado por muitos como um folclore andaluz, fora do flamenco, pelo fato de seu cante ter poucas características do considerado bom “cante chico” e por ser cantado geralmente de uma forma popular; mas por outros consta como um componente menor dentro do flamenco. 
O baile e o toque são mais flamencos que o cante. O Tanguillo é como uma mescla dos Tangos e da Rumba, com um ritmo airoso e uma sensualidade inocente (diferente da provocativa Rumba). Os Tanguillos surgiram em Cádiz, a partir dos Tangos. 



RUMBA 
Origem: Ida y Vuelta (Cuba) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: Quaternário
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Com origem na Rumba Cubana, a Rumba Gitana é uma das últimas aquisições chegadas ao flamenco vindas da Améria Latina. É um baile extremamente sensual e alegremente contagioso dentro do flamenco. 
A guitarra pode empregar técnicas hispano-americanas e ao mesmo tempo pode inserir quantas “Falsetas” e quantos “Rasgueos” flamencos se deseje. Seu cante é alegre e pitoresco, e ritmicamente, a Rumba pertence à família dos Tangos e das Colombianas, apesar de ter uma acentuação diferente. 



COLOMBIANAS 
Origem: Ida y Vuelta (Cuba) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: Quaternário 
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As Colombianas foram inspiradas pelo ritmo e pela música popular colombiana, fazendo parte dos cantes nascidos da interação entre o flamenco e o folclore hispano-americano, também chamados de “cantes de ida y vuelta”. Seu compasso, acentuação, harmonia e sabor, são fortes reminiscências das Guajiras Cubanas e Rumbas Ciganas. Foram popularizadas em grande extensão, dentro e fora da Espanha, por Carmen Amaya. 



FARRUCA 
Origem: Asturiano (Asturias) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: Quaternário 
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Acredita-se que a farruca se originou de bailes e canções que eram trazidos por visitantes a Cádiz, onde seu porto, no passado, era um ponto crucial para navegação. 
Alguns dicionários dão à palavra “Farruca”, o significado de asturianos ou galegos recém imigrados; mas acredita-se também que seu nome esteja relacionado com outras definições como valente, intrépido, que são significados que se encaixam melhor para descrever este baile que é sóbrio e viril, e que muitos acham que corresponde ao temperamento dos ciganos. 
O compasso da Farruca é idêntico ao dos Tangos, mas sua estrutura harmônica de guitarra é diferente, como também sua acentuação e ênfase. 
Uma espetacular forma de dança, originalmente masculina. Uma das mais recentes formas no flamenco. Originária talvez de alguns cantos do norte da Espanha. Nunca é cantada quando tocada no idioma flamenco puro. Como dança ou solo de guitarra, é uma peça muito dramática.



GARROTÍN 
Origem: Asturiano (Asturias) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Chico
Compasso: Quaternário 
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O Garrotin, não faz muito tempo, era considerado com pertencente mais ao folclore andaluz do que ao flamenco propriamente dito.
Lentamente, no entanto, foi tomando seu espaço dentro dessa arte e finalmente aceito nos círculos flamencos.
O Garrotin é um palo alegre e colorido e foi amplamente popularizado pela antológica bailarina e cantaora Carmen Amaya.
Uma canção sensual e alegre de compasso quaternário. Como a Farruca, tem partes lentas e sensuais, paradas e começos repentinos, e partes que começam lentas se transformam em passos furiosos nos pés do bailarino.
Há duas correntes para a origem do Garrotín:
Uma defende que este tomou o mesmo caminho da Farruca, ou seja, com origem galego-asturiana, entrou para o flamenco via Porto de Cádiz;
A outra, insiste que o Garrotín é uma criação dos ciganos de Lérida (Província de Catalunha), sobre um folclore já existente, pois há poucas referências ao Garrotín em Cádiz, mas há muitas nas províncias de Lérida e Barcelona. 



TARANTAS 
Origem: Gitano (Almería) 
Acompanhamento: Cante/Guitarra 
Cante: Intermédio


As Tarantas são fundamentalmente um cante ligado ao mundo do trabalho nas minas. Segundo se crê, foram originadas na província de Almería, e se espalharam por todos os lugares no sul da Espanha, onde as minas eram encontradas (principalmente en Jaén, Múrcia e Ciudad Real). 
São cantes de compasso livre.
Estão ligadas diretamente ao mundo das minas e do mineiro que está sujeito às duras condições de trabalho e necessitando de um meio para expressar suas angústias e sofrimentos. Suas letras fazem referência, de modo geral, à estes temas. 



TARANTOS 
Origem: Gitano (Almería) 
Acompanhamento: Cante/Baile/Guitarra 
Cante: Intermédio
Compasso: Quaternário 
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O Taranto é a forma bailável das Tarantas. Ao contrário das Tarantas, o Taranto possui um compasso firme e definido, com 8 pulsos. O cante e o toque são muito parecidos em sua estrutura com as Tarantas; o baile é majestoso e profundo, com grandes possibilidades de expressão. 
O cante por tarantos nasceu também na província de Almería. Suas coplas falam na maioria das vezes de temas mineiros. 



Curiosidade!!!
"Cantes de ida y vuelta" – Originados da troca cultural entre a Espanha e a América do Sul quando colonos espanhóis vieram para cá e levaram os ritmos latinos para lá e os ciganos fizeram sua própria versão.